A Espanha de Cervantes além de Dom Quixote

É um fato que a obra literária mais importante da língua espanhola é Dom Quixote e muito tem sido visto e escrito sobre o seu conteúdo e a apaixonante descrição daquele lugar de La Mancha, que Miguel de Cervantes dá dentro deste trabalho em particular, mas também é importante que Dom Quixote não é o único legado de Miguel de Cervantes, e dentro de seus outros textos literários ele descreve igualmente apaixonadamente e detalhadamente muitas outras partes da Espanha de seu tempo, convidando seus atuais leitores a seguirem seus passos e conhecer a ambientação que seu trabalho oferece.
Sevilha como uma grande inspiração para Cervantes
Miguel de Cervantes trabalhou em Sevilha durante 13 anos como cobrador de impostos e, devido a isso, a Sevilha inspirou uma grande parte do seu trabalho. Em sua história (Riconete e Cortadilho), Miguel de Cervantes descreve majestosamente a cidade mais rica da Europa no século XVI, e como seus personagens principais, o jovem Pedro del Rincón e Diego Cortado, decidiram fugir de casa para seus pais em busca riqueza e oportunidade. Eles vão para a capital de Andaluzia para começar uma nova vida na cidade animada que estava murada entre as portas de Carmona e La Carne, com o seu rio Guadalquivir e a Torre del Oro, além do barulho das ruas onde eles fazem do jogo de veintiuna (o blackjack atual) uma de suas fontes de renda. Por acaso, essa história tem a mais antiga menção conhecida do jogo de blackjack de acordo com Betway Casino, porque foi escrita entre 1601 e 1602, o que implica que as pessoas ja jogavam veintiuna antes e foi em 1613, quando este trabalho foi publicado no livro Novelas Exemplares, o qual pode ser encontrado na atualidade na Amazon.Hoje em dia, a Andaluzia continua a mostrar sua riqueza cultural em lugares como a Catedral de Sevilha ou a Alameda de Hércules, que são alguns dos lugares que já existiam nos tempos de Rinconete e Cortadillo.
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Miguel de Cervantes nasceu em uma cidade chamada Alcalá de Henares, localizada a cerca de 35 km da Madri e após suas viagens na Itália, e o tempo que passou como prisioneiro na Turquia, voltou a Madri para seus últimos anos de vida perto de sua esposa e filha. Cervantes menciona Madri como uma cidade excitante e cosmopolita, na sua obra do século XVI Persiles e Sigismunda, onde os protagonistas fazem parte de sua viagem a Madri, descrevendo a beleza do Palácio Real que é possivel visitar hoje em dia com os jardins de Sabatini, enquanto eles aproveitavam o bom tempo que a cidade continua a oferecer aos seus visitantes. Pela parte de Salamanca, Cervantes descreve em grande detalhe a cidade dentro da comédia El Licenciado Vidriera (O licenciado Vidraça), com muitos lugares que ainda podem ser vistos em pé hoje, como a Universidade de Salamanca, onde o personagem principal realiza seus estudos ou o Convento de Salamanca, onde conhece ao frade que o ajuda na história. Neste trabalho, Cervantes relata a viagem de Tomás Rodaja, de sua natal Málaga para Salamanca, onde realiza estudos universitários na lei e encontra uma mulher que o enfeitiça quando ela não sente que seu amor seja retribuído por Tomás, fazendo-o sentir como se seu corpo fosse de vidro e frágil, em constante perigo de ruptura e morrer. Apesar disso, Tomás procura mostrar seu vasto conhecimento com as pessoas de Salamanca e chamando a si mesmo O licenciado Vidraça e eloquentemente respondendo a todas as perguntas que lhe fizeram os cidadãos nas ruas de Salamanca.

*Fonte

Miguel de Cervantes amou a Espanha que hoje é possível contemplar dentro de suas praças, conventos, universidades e palácios e através da literatura, procurou compartilhar o amor por seu país, através dos lugares visitados por seus personagens. Após das suas viagens de barco e a cavalo pela Europa, e após de batalhar na Itália contra os arabes e ser preso na Argélia como prisioneiro de guerra, Cervantes voltou a Espanha para se dedicar a escrever. No fim dos seus dias partiu a Madri e pediu para ser enterrado no mesmo Convento das Trinitárias Descalças, onde sua filha Isabel de Saavedra viveu e sua esposa Catalina de Salazar y Palacios foi enterrada. Ao dia de hoje, uma placa esculpida em homenagem ao escritor espanhol está no lado norte do convento, fazendo notar o seu lugar de descanso e permanece como um símbolo perene dentro da Espanha que ele tanto amou.
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